Pois então que esse pega-pra-capa-o-Mubarak lá no Egito vem mudando a cara do Oriente Médio, do povo islâmico, desmascarando [um pouco mais] a imprensa e, claro, colocando mídias sociais na dianteira das mudanças que, de fato, são sociais -- ainda que muitos não observem isso como peso. O mais cômico, para quem enxerga a cobertura da imprensa sobre o caso [que no Brasil é risível, apesar das prisões e porradas que levaram os profissionais brazucas no Egito], é a mudança de tratamento de acordo com orientações internacionais. Não se trata de uma crítica crua, do tipo: o que os EUA dizem, se obedece. É algo mais para o lado do newsmaking mesmo. Há 30 anos que Hosni Mubarak é tratado pela mídia como líder, presidente do Egito. Mas, o povo daquele país resolveu gritar e... a imprensa começa a tratá-lo como ditador e o coloca no mesmo saco e etiqueta de Hugo Chávez, Fidel Castro... A Folha de S. Paulo fez isso com uma naturalidade típica do cutucar o nariz enquanto ninguém está por perto. Aqui, o trata como presidente. Já aqui, depois dos protestos, é o ditador. Parece que tanto faz, tanto fez. Mas se tanto faz, tanto fez, Castro e Chávez também mereceriam ser chamados de presidente -- pelo menos uma vez. Ocorre que Mubarak sempre foi o que é, tirano.Ainda desenrolando o cenário político internacional, o site Revolution Truth lança vídeo com Michael Moore e Julian Assange. Dei uma modesta ajuda neste trabalho. Parabéns, Tangerine Bolen.
1 retrucos:
O mais curioso é a Folha de São Paulo, numa mesma matéria, referir-se ao imediato de Mubarak como vice-presidente e a ele como ditador(?)!
Ou bem se é presidente ou bem se é ditador. Não dá é para ser as duas coisas...
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